Narradora Observadora:
Lua saiu do elevador rebolando, a porta da sua casa
estava aberta e ela queria ter uma ótima entrada, o apartamento já estava
lotado, a musica tocava alto e pelo menos até as dez os vizinhos não podiam
reclamar. Assim que entrou logo avistou Mel e Laura, estavam lindas, produzidas
e prontas pra arrasar.
Mel:
(Com o cabelo, vestido e sapato á cima.)
Laura:
Lua: Onde ta a Soph? – Ela disse alto por causa do som. –
Mel: Foi buscar mais vodka no carro de Chay.
Laura: Ta um pedaço de mal caminho ein Lu?!
Lua: To? Ah, ótimo essa foi a intenção. – As duas
riram. –
Mel: Iai? Chegou com o Arthur que eu vi ein...
Lua: Seu irmão é insuportável, cheguei louca pra tomar
banho ele tava no seu banheiro, tive que tomar banho no banheiro imundo dele e
pra completar ele ainda entrou e ficou lá se barbeando enquanto eu tomava
banho. Depois ainda tive que secar meu cabelo naquele banheiro e peguei-o de
cueca, ele ficou puto, enfim foi isso.
Mel: Só isso?
Lua: Você acha pouco?
Laura: Pena que a tia Meg tranca o quarto quando vai
fazer plantão no hospital.
Lua: Porque mesmo?
Mel: Porque ela me pegou mexendo nos arquivos sobre a
morte do meu pai, ai ela sempre tranca o quarto. –
Lua: Ok chega de falar de coisa chata e vamos beber. –
Laura estava com o copo quase vazio foi com ela até o bar, ambas pegaram suas
bebidas e voltaram pra onde Mel estava agora acompanhada, de Sophia e Chay.
Mica estava em outra parte da festa com Arthur. –
Sophia:
Chay: Nossa senhora ein, estão muito gatas.
Laura: Eu sei, nasci assim. – Chay riu e Lua agradeceu
o elogio. –
Sophia: Gente eu preciso de um homem bem gato e bem
gostoso.
Chay: Serve eu?
Sophia: Não, eu disse gostoso Chay.
Chay: Pelo menos gato eu sou.
Mel: Mais ta precisando malhar né gatinho. – Todos
riram e Mel logo desmanchou o sorriso quando viu Arthur e Mica se aproximarem.
–
Mica: Nossa senhora ein, assim eu não aguento.
Laura: Cala a boca Mica.
Soph: Uii senti uma pontinha de ciúmes.
Lua: Só uma ponta?!
Laura: Vão pro inferno... Vamos trocar uma ideia ali
Mica. – Ela fez uma cara seria. –
Mel: Cuidado, ela morde.
Chay: Nem tão namorando e já vai apanhar? Pau mandando
é osso.
Mica: Agora Lau?
Laura: É Mica, agora algum problema?
Mica: Não, nenhum. Você pedindo assim com carinho é
lógico que eu vou né. – Os dois saíram e todos riram da situação. –
Lua: Vamos dançar?
Mel: Vamos. – Todos foram os meninos meio que só
ficavam ali olhando e meio que as protegendo dos marmanjos que estavam em
volta. -
Lua: OPAAA. – Ela disse pra um cara que estava atrás
dela. –
XX: Foi mal aí gatinha, não resisti.
Mel: O que foi Lu?
Lua: Esse babaca passou a mão na minha bunda.
Arthur: Como é? – Ele disse se aproximando do carinha.
–
XX: Qual é irmão, quem manda arranjar mina gostosa
desse jeito.
Lua: Arthur, para. – Ela disse enquanto ele já estava
ficando nervoso. Era difícil pra ele segurar a barra. –
XX: Ta a fim de brigar é playboy?
Arthur: Quem sabe só quebrar esse tua cara. – O carinha
deu o primeiro soco atingindo o canto da boca de Arthur e chamando a atenção de
todos presentes, Arthur lançou apenas um soco e o carinha deu alguns passos pra
trás ameaçando cair, Arthur foi se aproximando e deu outro soco o fazendo cair
no chão e mais outro soco foi dado por Arthur, ele já estava fora de controle,
o cara já estava no chão e mal se movia. Lua se meteu entre eles e ficou
encarando Arthur por alguns estantes, antes de dizer algo. –
Lua: Eiei chega. – Ela disse tentando abaixar os braços
dele. Ele a encarou por longos minutos até ficar mais calmo, enquanto isso Chay
tratava de por pra fora o cara e os amiguinhos dele. –
Arthur: Eu... Eu vou pra casa. – Ele disse saindo e
deixando todos confusos, mentira só Lua estava confusa com aquela reação. –
Mica: Gente, o que foi isso?
Chay: O Arthur brigou com um cara aí.
Laura: Por quê?
Sophia: Porque ele tinha passado a mão na bunda da Lua.
Mel: Ele passando dos limites como sempre.
Chay: Ah, dessa vez eu não achei não, achei muito bem
merecido. Aonde já se viu passar a mão na bunda alheia.
Laura: E você? Não diz nada? – Ela falou se referindo a
Lua. –
Lua: Ér, eu acho... Eu acho que alguém devia ir atrás
dele. – Ela disse ainda pensando no Arthur, ela não estava com raiva da atitude
dele mais sim curiosa, porque ele se irritou tanto? –
Mel: Nem olhem pra mim.
Sophia: Eu também não, preciso arranjar um peguete.
Laura: Eu nem estava aqui.
Mica: Nem eu.
Chay: Vai você Lua. – Ele disse meio que a desafiando.
Ela apenas deu um olhar geral e saiu. –
Chay: EU TAVA BRINCANDO!
Mica: Deixa, é bom que ele pede logo desculpas e acaba
com esse clima.
Mel: Ou não né.
Lua chegou até o apartamento de Mel e a porta estava
aberta ela entrou devagar e meio amedrontada, a casa estava completamente
escura, ela foi andando devagar até chegar ao quarto de Arthur que estava com a
porta fechada e com uma luz baixa acessa, no caso a do abajur. Ela abriu a
porta devagar e colocou a cabeça pra dentro do quarto ele a fitou e ela pode
ver as lagrimas caindo pelo rosto dele. –
Lua: Posso entrar? – Ele fez que sim com a cabeça e
passou a mão no rosto. –
Arthur: O que você faz aqui?
Lua: Bom... Eu... Ér, você ta bem? – Ela sentou ao seu
lado. -
Arthur: Eu vou ficar, algum dia...
Lua: Eu... Eu não sei o que te dizer. Na verdade eu nem
sei por que estou aqui. Acho melhor eu ir... – Ela disse já de pé. -
Arthur: Eu não te culpo. Eu no seu lugar faria o mesmo.
É que eu sou uma pessoa difícil de lidar, de conviver, de confiar, de amar. –
Ele disse a parte “de amar” bem baixinho. –
Lua: É complicado pra mim, você sabe.
Arthur: Eu sei. A única coisa que me conforta é que
você pelo menos achou um jeito de passar por cima do que eu te fiz.
Lua: Em cada historia existe uma dor.
Arthur: É, eu sei...
Lua: Sabe, eu ainda me lembro de tudo mesmo que o
objetivo fosse sempre esquecer. – Ele soltou uma risada baixa. -
Arthur: Você é a melhor pessoa que eu já conheci.
Lua: Como assim?
Arthur: Você lembra tudo, tudo que eu te fiz passar,
você ainda sente aquela dor e veja só, você ta aqui, se fosse qualquer outra pessoa
não tinha nem olhado na minha cara ou sequer ter trocado uma palavra comigo.
Lua: Sabe por que eu to aqui? Porque eu sei o que é
sentir uma dor tão forte que você não consegue explicar. Eu vi pessoas partirem
da minha vida, e isso não foi fácil de superar e tudo que eu queria é que
alguém tivesse vindo até mim, dizer que ia passar e que ia ficar tudo bem. Eu
tive que aguentar tudo sozinha e não foi fácil.
Arthur: E como você conseguiu superar?
Lua: Eu não superei. Algo dentro do meu coração morreu
junto com...
Arthur: Seu pai.
Lua: É... Eu era apenas uma criança, não sabia direito
o que tava acontecendo, mais eu sabia que ele não iria voltar nunca mais. Minha
mãe sempre me dizia que todo mundo sempre vai embora e que tinha chegado à hora
do meu pai. – Ela disse com os olhos cheios de lagrimas. –
Lua: Eu sabia que pra onde ele tinha ido, não tinha
caminho de volta. E isso me machucou me machuca até hoje.
Arthur: É, eu sei como é. – Eles ficaram em silencio
por longos estantes até Arthur voltar a chorar. –
Arthur: Eu também sinto muito a falta do meu pai. Eu...
Eu tive que ser forte pela Mel e pela minha mãe, mas eu não sou tão forte
assim. Eu faria qualquer coisa pra ter ele de volta. – Por um breve momento Lua
sentia que tinha algo em comum com Arthur, nem que fosse uma dor imensurável.
Eles ficaram mais um tempo em silêncio, até o choro de Arthur se intensificar
novamente. -
Arthur: Me desculpa, por favor me perdoa. Eu... Eu sei
que não foi fácil pra você, sei que tudo que você aguentou sorrindo eu não aguentaria nem gritando. Eu sei, pode parecer que eu não sinto mais eu sinto,
eu sinto muito de verdade. Eu gostaria de poder voltar no tempo e fazer tudo
diferente, mais eu não posso. A única coisa que me resta é pedir perdão pelas
babaquices que eu fiz com você. Eu vou entender se você disser que não consegue
me perdoar, vou entender se você sentir raiva de mim. Você não vai ser a
primeira. – Ela ficou calada por um tempo, digerindo tudo que ele havia dito. -
Lua: Tudo bem, nesses quatro anos eu aprendi tanta coisa,
umas delas, é que persistir na raiva é como pegar um pedaço de carvão quente
pra atirar em alguém, é sempre quem levanta a pedra que se queima. E eu acho
que a algum tempo atrás eu já havia te perdoado, só não enxergava ainda.
Arthur: Obrigada. De verdade.
Lua: Não precisa agradecer, agora levanta lava esse
rosto que a gente vai voltar pra festa.
Arthur: O que? Não, não eu não. Pode ir.
Lua: Não discuta comigo, você vai sim. – Ela disse
mandona e ele riu, levantou e foi lavar o rosto no banheiro. –
Arthur: Pronto general.
Lua: Bem melhor. Vamos. – Ela disse o puxando pelo
braço. –
Arthur: Lua... – Ele a chamou e quando ela virou ele a
puxou pra um abraço apertado, no começo ela não correspondeu mais depois de
engolir o orgulho envolveu a cintura de Arthur com os braços e o abraçou forte.
–
Arthur: Obrigada, realmente muito obrigada. – Eles
ficaram ali, abraçados por um tempo e depois voltaram pra festa. -









Aaaaaaaaaaah so um palavrao pra dizer como esse capitulo esta perfeito. Eu quero maaais .
ResponderExcluirposta +++++
ResponderExcluirMais?
ResponderExcluirposta ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++= o capitulo ta lindo eu to mega curiosa posta ++++++++++++++++++++++++++++++++= pfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpf
ResponderExcluirPosta ++++++++++++
ResponderExcluirMais pf pf amoo
ResponderExcluirAAAAAAAAAAAAAAAAA' QUE PERFEITO!!! Kel, bem que tu falou que eu ia chorar... É muita perfeição pra só um capítulo!!! Eu já disse antes e vou dizer de novo, tu escreve fodamente bem. Necessito de mais capítulos!!
ResponderExcluirta td mt lindoo <3
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