quinta-feira, 25 de julho de 2013

O recomeço: Cap 07

Narradora Observadora:
Lua saiu do elevador rebolando, a porta da sua casa estava aberta e ela queria ter uma ótima entrada, o apartamento já estava lotado, a musica tocava alto e pelo menos até as dez os vizinhos não podiam reclamar. Assim que entrou logo avistou Mel e Laura, estavam lindas, produzidas e prontas pra arrasar.
Mel:

(Com o cabelo, vestido e sapato á cima.)
Laura:

Lua: Onde ta a Soph? – Ela disse alto por causa do som. –
Mel: Foi buscar mais vodka no carro de Chay.
Laura: Ta um pedaço de mal caminho ein Lu?!
Lua: To? Ah, ótimo essa foi a intenção. – As duas riram. –
Mel: Iai? Chegou com o Arthur que eu vi ein...
Lua: Seu irmão é insuportável, cheguei louca pra tomar banho ele tava no seu banheiro, tive que tomar banho no banheiro imundo dele e pra completar ele ainda entrou e ficou lá se barbeando enquanto eu tomava banho. Depois ainda tive que secar meu cabelo naquele banheiro e peguei-o de cueca, ele ficou puto, enfim foi isso.
Mel: Só isso?
Lua: Você acha pouco?
Laura: Pena que a tia Meg tranca o quarto quando vai fazer plantão no hospital.
Lua: Porque mesmo?
Mel: Porque ela me pegou mexendo nos arquivos sobre a morte do meu pai, ai ela sempre tranca o quarto. –
Lua: Ok chega de falar de coisa chata e vamos beber. – Laura estava com o copo quase vazio foi com ela até o bar, ambas pegaram suas bebidas e voltaram pra onde Mel estava agora acompanhada, de Sophia e Chay. Mica estava em outra parte da festa com Arthur. –
Sophia:




Chay: Nossa senhora ein, estão muito gatas.
Laura: Eu sei, nasci assim. – Chay riu e Lua agradeceu o elogio. –
Sophia: Gente eu preciso de um homem bem gato e bem gostoso.
Chay: Serve eu?
Sophia: Não, eu disse gostoso Chay.
Chay: Pelo menos gato eu sou.
Mel: Mais ta precisando malhar né gatinho. – Todos riram e Mel logo desmanchou o sorriso quando viu Arthur e Mica se aproximarem. –
Mica: Nossa senhora ein, assim eu não aguento.
Laura: Cala a boca Mica.
Soph: Uii senti uma pontinha de ciúmes.
Lua: Só uma ponta?!
Laura: Vão pro inferno... Vamos trocar uma ideia ali Mica. – Ela fez uma cara seria. –
Mel: Cuidado, ela morde.
Chay: Nem tão namorando e já vai apanhar? Pau mandando é osso.
Mica: Agora Lau?
Laura: É Mica, agora algum problema?
Mica: Não, nenhum. Você pedindo assim com carinho é lógico que eu vou né. – Os dois saíram e todos riram da situação. –
Lua: Vamos dançar?
Mel: Vamos. – Todos foram os meninos meio que só ficavam ali olhando e meio que as protegendo dos marmanjos que estavam em volta. -
Lua: OPAAA. – Ela disse pra um cara que estava atrás dela. –
XX: Foi mal aí gatinha, não resisti.
Mel: O que foi Lu?
Lua: Esse babaca passou a mão na minha bunda.
Arthur: Como é? – Ele disse se aproximando do carinha. –
XX: Qual é irmão, quem manda arranjar mina gostosa desse jeito.
Lua: Arthur, para. – Ela disse enquanto ele já estava ficando nervoso. Era difícil pra ele segurar a barra. –
XX: Ta a fim de brigar é playboy?
Arthur: Quem sabe só quebrar esse tua cara. – O carinha deu o primeiro soco atingindo o canto da boca de Arthur e chamando a atenção de todos presentes, Arthur lançou apenas um soco e o carinha deu alguns passos pra trás ameaçando cair, Arthur foi se aproximando e deu outro soco o fazendo cair no chão e mais outro soco foi dado por Arthur, ele já estava fora de controle, o cara já estava no chão e mal se movia. Lua se meteu entre eles e ficou encarando Arthur por alguns estantes, antes de dizer algo. –
Lua: Eiei chega. – Ela disse tentando abaixar os braços dele. Ele a encarou por longos minutos até ficar mais calmo, enquanto isso Chay tratava de por pra fora o cara e os amiguinhos dele. –
Arthur: Eu... Eu vou pra casa. – Ele disse saindo e deixando todos confusos, mentira só Lua estava confusa com aquela reação. –
Mica: Gente, o que foi isso?
Chay: O Arthur brigou com um cara aí.
Laura: Por quê?
Sophia: Porque ele tinha passado a mão na bunda da Lua.
Mel: Ele passando dos limites como sempre.
Chay: Ah, dessa vez eu não achei não, achei muito bem merecido. Aonde já se viu passar a mão na bunda alheia.
Laura: E você? Não diz nada? – Ela falou se referindo a Lua. –
Lua: Ér, eu acho... Eu acho que alguém devia ir atrás dele. – Ela disse ainda pensando no Arthur, ela não estava com raiva da atitude dele mais sim curiosa, porque ele se irritou tanto? –
Mel: Nem olhem pra mim.
Sophia: Eu também não, preciso arranjar um peguete.
Laura: Eu nem estava aqui.
Mica: Nem eu.
Chay: Vai você Lua. – Ele disse meio que a desafiando. Ela apenas deu um olhar geral e saiu. –
Chay: EU TAVA BRINCANDO!
Mica: Deixa, é bom que ele pede logo desculpas e acaba com esse clima.
Mel: Ou não né.
Lua chegou até o apartamento de Mel e a porta estava aberta ela entrou devagar e meio amedrontada, a casa estava completamente escura, ela foi andando devagar até chegar ao quarto de Arthur que estava com a porta fechada e com uma luz baixa acessa, no caso a do abajur. Ela abriu a porta devagar e colocou a cabeça pra dentro do quarto ele a fitou e ela pode ver as lagrimas caindo pelo rosto dele. –
Lua: Posso entrar? – Ele fez que sim com a cabeça e passou a mão no rosto. –
Arthur: O que você faz aqui?
Lua: Bom... Eu... Ér, você ta bem? – Ela sentou ao seu lado. -
Arthur: Eu vou ficar, algum dia...
Lua: Eu... Eu não sei o que te dizer. Na verdade eu nem sei por que estou aqui. Acho melhor eu ir... – Ela disse já de pé. -
Arthur: Eu não te culpo. Eu no seu lugar faria o mesmo. É que eu sou uma pessoa difícil de lidar, de conviver, de confiar, de amar. – Ele disse a parte “de amar” bem baixinho. –
Lua: É complicado pra mim, você sabe.
Arthur: Eu sei. A única coisa que me conforta é que você pelo menos achou um jeito de passar por cima do que eu te fiz.
Lua: Em cada historia existe uma dor.
Arthur: É, eu sei...
Lua: Sabe, eu ainda me lembro de tudo mesmo que o objetivo fosse sempre esquecer. – Ele soltou uma risada baixa. -
Arthur: Você é a melhor pessoa que eu já conheci.
Lua: Como assim?
Arthur: Você lembra tudo, tudo que eu te fiz passar, você ainda sente aquela dor e veja só, você ta aqui, se fosse qualquer outra pessoa não tinha nem olhado na minha cara ou sequer ter trocado uma palavra comigo.
Lua: Sabe por que eu to aqui? Porque eu sei o que é sentir uma dor tão forte que você não consegue explicar. Eu vi pessoas partirem da minha vida, e isso não foi fácil de superar e tudo que eu queria é que alguém tivesse vindo até mim, dizer que ia passar e que ia ficar tudo bem. Eu tive que aguentar tudo sozinha e não foi fácil.
Arthur: E como você conseguiu superar?
Lua: Eu não superei. Algo dentro do meu coração morreu junto com...
Arthur: Seu pai.
Lua: É... Eu era apenas uma criança, não sabia direito o que tava acontecendo, mais eu sabia que ele não iria voltar nunca mais. Minha mãe sempre me dizia que todo mundo sempre vai embora e que tinha chegado à hora do meu pai. – Ela disse com os olhos cheios de lagrimas. –
Lua: Eu sabia que pra onde ele tinha ido, não tinha caminho de volta. E isso me machucou me machuca até hoje.
Arthur: É, eu sei como é. – Eles ficaram em silencio por longos estantes até Arthur voltar a chorar. –
Arthur: Eu também sinto muito a falta do meu pai. Eu... Eu tive que ser forte pela Mel e pela minha mãe, mas eu não sou tão forte assim. Eu faria qualquer coisa pra ter ele de volta. – Por um breve momento Lua sentia que tinha algo em comum com Arthur, nem que fosse uma dor imensurável. Eles ficaram mais um tempo em silêncio, até o choro de Arthur se intensificar novamente. -
Arthur: Me desculpa, por favor me perdoa. Eu... Eu sei que não foi fácil pra você, sei que tudo que você aguentou sorrindo eu não aguentaria nem gritando. Eu sei, pode parecer que eu não sinto mais eu sinto, eu sinto muito de verdade. Eu gostaria de poder voltar no tempo e fazer tudo diferente, mais eu não posso. A única coisa que me resta é pedir perdão pelas babaquices que eu fiz com você. Eu vou entender se você disser que não consegue me perdoar, vou entender se você sentir raiva de mim. Você não vai ser a primeira. – Ela ficou calada por um tempo, digerindo tudo que ele havia dito. -
Lua: Tudo bem, nesses quatro anos eu aprendi tanta coisa, umas delas, é que persistir na raiva é como pegar um pedaço de carvão quente pra atirar em alguém, é sempre quem levanta a pedra que se queima. E eu acho que a algum tempo atrás eu já havia te perdoado, só não enxergava ainda.
Arthur: Obrigada. De verdade.
Lua: Não precisa agradecer, agora levanta lava esse rosto que a gente vai voltar pra festa.
Arthur: O que? Não, não eu não. Pode ir.
Lua: Não discuta comigo, você vai sim. – Ela disse mandona e ele riu, levantou e foi lavar o rosto no banheiro. –
Arthur: Pronto general.
Lua: Bem melhor. Vamos. – Ela disse o puxando pelo braço. –
Arthur: Lua... – Ele a chamou e quando ela virou ele a puxou pra um abraço apertado, no começo ela não correspondeu mais depois de engolir o orgulho envolveu a cintura de Arthur com os braços e o abraçou forte. –
Arthur: Obrigada, realmente muito obrigada. – Eles ficaram ali, abraçados por um tempo e depois voltaram pra festa. -

8 comentários:

  1. Aaaaaaaaaaah so um palavrao pra dizer como esse capitulo esta perfeito. Eu quero maaais .

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  2. posta ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++= o capitulo ta lindo eu to mega curiosa posta ++++++++++++++++++++++++++++++++= pfpfpfpfpfpfpfpfpfpfpf

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  3. AAAAAAAAAAAAAAAAA' QUE PERFEITO!!! Kel, bem que tu falou que eu ia chorar... É muita perfeição pra só um capítulo!!! Eu já disse antes e vou dizer de novo, tu escreve fodamente bem. Necessito de mais capítulos!!

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