terça-feira, 23 de julho de 2013

O recomeço: Cap 05

Narradora Observadora:
Lua continuou ali, encolhida no chão da sala aos prantos, aquela “conversa” havia aberto a ferida que Lua tanto demorou a fechar. Toques apressados na campainha a fez levantar, abriu a porta se deparou com Chay segurando varias caixas aparentemente pesadas.
Chay: Lu? Você tava chorando? – Ele disse após adentrar ao apartamento e colocar as caixas no chão. –
Lua: É, acho que sim.
Chay: O que houve loirinha? Não me diga que ele teve uma recaída?
Lua: Não, eu não permitiria. Mas, é que ele tentou conversar, voltar lá no passado sabe? E, aah Chay eu demorei tanto pra tapar a ferida e ele conseguiu abrir apenas com uma frase.
Chay: Ain Lu, eu realmente nem sei o que dizer, vem cá vem. – Ele a puxou e os dois engataram em um abraço apertado. – Vamos fazer assim, a gente pega suas malas leva lá pra casa, você toma um banho e descansa.
Lua: Eu tenho que ajudar a montar a festa.
Chay: Não se preocupa com isso, a gente se vira. A Dona Lúcia vai amar te rever.
Lua: Ain, que saudades da sua mãe e do bolo de chocolate dela.
 Chay: Pois olha que sorte, ela fez um hoje mesmo.
Lua: Vamos, minha mala ta no meu quarto. – Ele riu da maneira que ela mudou de ideia tão rápido. Entrou em seu quarto e pegou as malas da loira. –
Chay: Tem chumbo aqui dentro?
Lua: Qual é? Você ta precisando malhar ein... – Ele revirou os olhos e eles foram rumo ao 12º andar. –
Chay: MÃEE. – Chay gritou assim que abriu a porta, Lucia logo apareceu na sala e quase caí pra trás. –
Lucia: Jesus, Lua? É você mesmo?
Lua: É sim. – Lua disse rindo, já era bem a décima vez que ouvia isso num dia. –
Lucia: Meu Deus, menina você está muito linda.
Lua: A senhora também está linda com essas mexas.
Lucia: É, a separação ta me fazendo um bem danado. Agora venha cá e me dê um abraço. – Lua se aproximou e abraçou. –
Lua: Tia eu vim filar o seu bolo de chocolate, espero que não se importe. – Ela disse brincalhona e Chay rio. –
Lucia: Claro que não, sente aqui eu vou buscar. – Ela disse se referindo a cadeira da mesa de jantar, adentrou na cozinha e voltou trazendo o tão delicioso bolo de chocolate. –
Chay: Bom, fiquem aí papeando que eu tenho uma festa pra organizar.
Lua: Obrigado viu?
Chay: Que nada, mãe depois a Lua vai tomar um banho e tirar um cochilo no meu quarto ok?
Lucia: Claro, você deve ta cansada né?
Lua; É, digamos que eu mal cheguei e tive um dia puxado. – Chay se despediu novamente e saiu, Lua comeu, conversou bastante e depois foi tomar banho, colocou uma roupa simples e caiu no sono. –
Enquanto Lua dormia Chay ainda tentava enrolar as meninas:
Chay: Gente eu já disse, ela ta bem.
Mel: Porque será que eu não acredito em você?
Chay: Porque você é maluca?
Laura: Tem alguma coisa errada.
Sophia: É Chay, o que o Arthur fez?
Arthur: Eu não fiz nada. – Ele disse assim que chegou ao apartamento de Lua, afim de ajudar. –
Chay: Vocês estão perdendo tempo, eu cheguei aqui e ela não estava muito bem, com mal estar então eu ofereci minha casa pra ela descansar. Só isso.
Arthur: Tem certeza que ela ta bem?
Mel: Desde quando você se importa? – Ela o encarou furiosa. –
Laura: Mel...
Mel: Não, eu quero saber. Desde quando você se importa com alguém que não seja você mesmo? Responde?
Arthur: Eu não vou brigar com você.
Mel: É, se o sangue esquentar muito a gente sabe o que acontece né covarde?
Arthur: Deu né?
Mel: Deu mesmo, vaza daqui. Ninguém pediu sua ajuda.
Arthur: Ajuda não se pede, se dá.
Mel: Nossa que lindo, leu isso aonde?
Mica: Gente, chega!
Sophia: Pois é, a gente tem uma festa pra organizar, mais que merda.
Chay: Eu acho melhor você ir Arthur, evitar maiores problemas é um dever de todos.
Arthur: Ta, eu vou. – Ele caminhou até a porta e Chay foi junto, saiu até o hall com ele e fechou a porta pra que ninguém ouvisse o que seria dito. –
Chay: Porra Arthur, cara a Lua mal chegou e você já ta fazendo ela querer ir embora de novo.
Arthur: Desculpa, mais que merda. Eu só quero resolver as coisas, só quero que tudo fique bem.
Chay: Não é querendo ser chato, mas desde quando você se preocupa se as coisas estão bem ou não?
Arthur: Eu não sei, a volta da Lua mexeu comigo. Vê ela desse jeito me deixou tão mal.
Chay: Vê ela de que jeito Arthur? Vê ela bem? Magra, gostosa pra caralho?
Arthur: É, eu me senti culpado pela ida dela entende? Eu me senti culpado porque eu vi que ela só consegue ficar bem se afastando de mim. Eu to me sentindo a pior pessoa do mundo.
Chay: Você ta errado em uma coisa, você não é a pior pessoa do mundo, mas ta certo em pensar que ela fica bem longe de você. Cara, você sabe que a Lua foi meu primeiro amor e sabe também o quanto foi difícil ter ela longe de mim então por favor, por mim, não estraga tudo.
Arthur: Desculpa, eu vou tentar. Você ainda sente alguma coisa por ela?
Chay: Não, não como antes é diferente agora. Mas ela é muito importante pra mim.
Arthur: Ta, ok. Eu vou tentar resolver as coisas de outro jeito.
Chay: Obrigado. – Chay deu um sorrisinho e apertou a mão de Arthur, eles eram bem amigos, quando todos viraram as costas pra Arthur, Chay foi o único que ficou do seu lado mesmo que Arthur estivesse errado, Chay sempre esteve com ele, quando ele perdeu o pai, quando a mãe dele quase perdeu o apartamento por falta de renda, quando ele surtou, quando tudo desabou em cima da cabeça de Arthur, Chay esteve lá pra ajudar ele a segurar as pontas. -

Arthur foi embora contrariado, confuso, intrigado. Se perguntando como resolver o seu erro do passado, as vezes ele queria ser mais forte, talvez assim tivesse conseguido levar a morte do pai de uma forma menos violenta. Mel era muito pequena quando o pai morreu, quase não se lembra da catástrofe que esse incidente trouxe a sua família, mas sempre tenta arrancar algo de sua mãe que sempre desconversa. Arthur sabe de tudo, tudo e um pouco mais relacionado a morte de seu pai e foi isso que o perturbou, ele sabia de coisas que sua mãe nunca o contaria e muito mesmo contaria a Mel e antes na cabeça de Arthur usar a violência era o certo a se fazer, era como se ele fizesse justiça a seu pai. Hoje ele percebe que aonde quer que seu pai esteja ele não está nenhum pouco orgulhoso.
Meg: O que aconteceu? – Ela falou assim que ele entrou pela porta. –
Arthur: Nada, ué.
Meg: Eu sei que você não ta bem.
Arthur: Claro que tô. – Ele disse forçando um sorriso. -
Meg: Então é melhor treinar os olhos.
Arthur: Como assim?
Meg: Você se empenhou em sorrir e esqueceu de ensinar seus olhos a mentirem.
Arthur: Se eu disser que não quero falar sobre isso a senhora me libera?
Meg: Nossa, que horror. Você fala como se estivesse preso em uma blitz.
Arthur: Mais ou menos.
Meg: Ok, sem mais perguntas.
Arthur: Obrigada. – Ele sorriu fraco e foi pro seu quarto. Enquanto isso Lua ainda dormia profundamente sobre a cama de Chay. E os outros cinco se encarregavam de produzir a tal festa. -

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O recomeço: Cap 04

Pov Arthur:
Muitas surpresas pra um dia só, eu me encontrava em um estado de confusão deplorável, acredite se quiser mais a volta de Lua mexeu com todos os meus neurônios. Primeiro ela chega, toda linda e sorridente, eu disse linda? Eu quis dizer maravilhosa, acho que Deus a trouxe de volta desse jeito pra me punir, mas que raios de punição será essa? Eu não poderia apenas ir pro inferno? Segundo fator de confusão, ela ter me convidado pra festa, eu sei que não a conheço, tecnicamente eu só convivi e bati nela, conhecer nunca. Más aquela atitude me fez achar que durante a viajem ela teria batido a cabeça muito forte e ficado com amnésia, mas aí Mel da mais um de seus surtos de ódio o que confirma a minha duvida se ela ainda me odiava tanto assim, é acho que Mel nunca vai me perdoar. Depois disso, minha mãe tenta explicar pra Lua o que aconteceu comigo e que eu mudei e veja só, se existe alguém com mais ódio de mim é Lua, ela foi seca e até mesmo grossa ao responder minha mãe, mas é claro que ela não estava à respondendo, ela tava mesmo era me atacando. Ok, eu mereço. Eu mereço qualquer coisa que ela me diga, eu transformei a vida dela em um inferno e pode ter certeza eu não me orgulho disso, uma coisa na qual eu vou ter que conviver é com a culpa, a culpa de ter feito tanta gente sofrer. Até hoje eu não sei muito bem o que acontecia comigo, desde que meu pai morreu, eu nunca mais fui o mesmo, eu sentia raiva da vida, raiva de Deus por ter tirado ele de mim e comecei a descontar em todos a minha volta, principalmente em Lua. É errado, eu sei que é. Más eu não posso voltar no tempo, à única coisa que eu posso fazer é tentar ter de volta a confiança da minha irmã, da minha mãe que por mais que tenha me perdoado não confia em mim e a de Lua, eu não sei se isso vai ser possível, mas eu quero tentar, quero poder conviver com todo aquele grupo, no fundo eu acho que isso era o que eu sempre quis, ser amigo de todos eles.
Narradora Observadora:
Lua entrou no quarto de Mel e a mesma estava sentada em sua cama agarrada a um ursinho, pra surpresa dela Mel não chorava.
Lua: Mel, eu sei que é difícil pra você, acredite eu sei. Não foi fácil chegar aonde eu cheguei, eu passei muitos dias sentindo ódio do seu irmão, mas sabe Mel eu percebi que esse ódio todo não muda nada pra ele, só mexe comigo, sentir toda essa raiva que eu senti e que agora você está sentindo só faz mal pra gente. Eu não to pedindo pra você perdoá-lo assim do nada, só da uma chance, você não precisa dizer nada, nem tratar ele com amor e carinho, só abre uma portinha no seu coração pra ele te mostrar que mudou, ele é seu irmão e eu sei que você sente falta dele, eu passei quatro anos fora mais eu ainda te conheço melhor do que ninguém, essa raiva toda é porque você sente falta dele, por mais errado que ele seja você o ama Meleca.
Mel: Não é fácil Lu, eu não consigo.
Lua: Consegue sim, você o ama, ele é seu irmão e está precisando de você agora.
Mel: Você fala isso, mas nem você o perdoou.
Lua: Não perdoei mesmo e não pedi pra você fazer isso, eu estou pedindo pra você dá uma chance dentro de você, pra você. Eu to pouco me fodendo pra ele Mel, eu só não quero que essa raiva te faça mal.
Laura: Ela ta certa Mel. – Laura se pronunciou da porta, Sophia apenas observava atentamente. –
Lua: Vem, vamos voltar lá pra sala. Você e eu temos que pedir desculpas a sua mãe.
Mel: Eu ouvi o que você disse.
Lua: Pois é, agora vamos. – As quatro saíram do quarto e só Lua e Mel foram até a cozinha aonde Meg lavava a louça. –
Mel: Mãe...
Lua: Tia a gente queria pedir desculpas...
Meg: Ta tudo bem Luinha, eu sei que não ta sendo fácil pra você e nem pra você meu anjo. – Mel se aproximou e abraçou a mãe, Meg chamou Lua para o abraço e a loira se encaixou nos braços dela. Depois disso, elas voltaram pra sala onde todos estavam resolvendo os preparativos pra festa. –
Chay: A gente vai ter que correr.
Lua: Vamos dividir as tarefas ok?
Mica: Eu posso ir vê as bebidas e as comidas com a Lau né?
Laura: É. – Ela disse sorrindo, sim rolava um clima. –
Mel: Eu posso ir atrás da decoração com a Lu.
Lua: E o Chay e a Soph vão atrás do som e das luzes.
Arthur: E eu? – Ele se pronunciou pela primeira vez, Mel revirou os olhos e Meg se intrometeu. –
Meg: Bom, eu tenho certeza que aquele apartamento deve ta precisando de uma faxina, ele ta fechado a umas 3 semanas e deve ta todo empoeirado, então fazemos assim. A Lua e o Arthur cuidam da faxina e eu vou com você Mel.
Lua: QUE??
Arthur: Por mim tudo bem. – Lua o fuzilou com os olhos e bufou –
Lua: Você não vai me deixar nessa né? – Ela sussurrou pra Mel. –
Mel: Abra uma portinha no seu coração, vai lhe fazer bem. – Mel foi irônica e riu –
Lua: Vadia.
Meg: Bom, se está tudo resolvido Luinha você pode usar os matérias aqui de casa, o Thur sabe onde fica né filho?
Arthur: É.
Meg: Então vamos. – Sophia e Laura passaram por Lua e lhe desejaram boa sorte, Mel apenas deu uma piscadinha maléfica e Chay e Mica apenas tocara o ombro de Arthur. Assim que todos se foram Lua se jogou irritada no sofá e Arthur passou por ela indo até a área de serviço e voltou trazendo vários materiais de limpeza. –
Lua: To pagando meus pecados.
Arthur: Você tem pecados?
Lua: Quem não. – Ela respondeu e entrou no quarto de Mel, voltou trazendo um som. – Vamos, não temos muito tempo.  – Arthur apenas a seguiu, chegaram lá e enquanto Arthur tratava de tirar as poucas caixas que tinha na sala Lua entrou em seu quarto prendeu o cabelo e trocou de roupa colocando roupas de academia.

Quando ela voltou encontrou Arthur sem camisa e tentou não olhar muito.
Lua: Por onde começamos? – Ela disse chamando a atenção dele, ele não respondeu apenas ficou a olhando de cima a baixo, de baixo a cima. Ela revirou os olhos e cruzou os braços esperando a resposta –
Arthur: Ah, não sei. Pela sala?
Lua: Vamos fazer assim, cada um fica com um cômodo. Assim terminamos mais rápido.
Arthur: Você que sabe, eu posso limpar a cozinha.
Lua: E eu a sala. – Eles dividiram os materiais de limpeza e começaram, Lua ligou o som no máximo e as vezes cantava enquanto limpava. O tempo foi passando e Arthur acabou a limpeza na cozinha assim que saiu deu de cara com Lua dançando de costas pra ele enquanto terminava de secar o chão da sala. Ele ficou a fitando até ela terminar, Ele foi pro banheiro e ela pro seu quarto, depois ela limpou o quarto da mãe enquanto ele limpava o de hospedes. Claro que era bem mais simples porque os cômodos estavam todos vazios. Lua sentou no chão da sala, Arthur também sentou à sua frente. Estavam exaustos.
Arthur: Ér, eu nem te agradeci por ter me convidado pra festa.
Lua: Não precisa. – Ela foi fria. –
Arthur: Eu acho que a gente tem que conversar. – Ela o olhou abismada. –
Lua: Não acredito no que eu to ouvindo. – Ela disse irritada. -
Arthur: Só me ouve.
Lua: Você nunca quis me ouvir. Você lembra? Lembra todas as vezes que eu implorei pra você parar e você me mandou calar a boca? Pois é, agora quem ta mandando você calar a boca sou eu. – Ela levantou e chorando abriu a porta. –

Lua: Sai. – Ele pegou as coisas que ainda restavam e saiu, doeu nele ver ela daquele jeito então ele preferiu não dizer mais nada. Ela bateu a porta após ele sair e caiu sentada no chão chorando forte, há muito tempo ela não chorava por causa dele, há muito tempo as lembranças daquele passado não a machucavam tanto. –

domingo, 21 de julho de 2013

O recomeço: Cap 03

Narradora Observadora:
Chegando lá...
Mel: MÃÃE OLHA QUEM VOLTOU! – Dona Meg saiu da cozinha e foi até a sala vê quem era e quase morreu do coração ao vê Lua, tão linda e tão magra. –
Meg: Meu Deus do céu é você mesmo Luinha?
Lua: Sou sim tia.
Meg: Oh, meu anjo que saudades vêm cá vem. – Lua se aproximou de Meg e as duas se abraçaram forte, Meg conhecia Lua desde as fraudas por ser melhor amiga de sua mãe, para ela Lua era como uma filha e desde que elas haviam ido embora Meg carregava nas costas a culpa de não ter evitado tudo que havia acontecido com Lua. –
Meg: Você ta tão linda querida. Sua mãe deve ta orgulhosa, falando nela, ela também veio?
Lua: Ela só vem daqui a três meses tia, mas ela me mandou dizer que sente sua falta. – Os olhos de Meg se encheram de lagrimas e então ela desconversou. –
Meg: Vocês devem está com fome, vou preparar algo pra lancharem. –Ela disse voltando para a cozinha. As quatro sentaram no sofá e ficaram conversando até ouvirem gritos familiares. –
Lua: O Chay e o Mica estão aqui?
Mel: Eles estão enfurnados no quarto de Arthur desde cedo.
Laura: É incrível como eles não amadurecem nunca.
Lua: Gente eu preciso ir lá.
Mel: Nem fodendo.
Lua: Por favor Mel, eu to morrendo de saudade daqueles dois.
Soph: Vai lá Lu, tenho certeza que a Mel não se incomoda, né Melanie?
Mel: Ta, mais vai logo antes que eu me arrependa. – Lua saiu correndo entrando no corredor onde ficava os quartos, antes de bater na porta ela hesitou quase dez vezes, mas acabou batendo e ao mesmo tempo abrindo a porta, colocou a cabeça na frestinha da porta e recebeu os olhares surpresos dos três. Sim, Arthur estava muito surpreso, poderia dizer que ele nunca esteve tão surpreso em toda a sua vida. –
Lua: Será que eu posso entrar? – Ela disse olhando pra Arthur que apenas fez um gesto que sim. –
Lua: Quem vai ser o primeiro a me dar um abraço bem apertado? – Chay logo jogou o controle do vídeo game no chão e correu pro braços da loira. –
Chay: Meu Deus, que saudades que eu tava de você loirinha.
Lua: Ah, eu também estava morrendo de saudade de você. – Ele separou-se dela e a fitou por alguns estantes –
Chay: Ta gostosa ein loirinha.
Lua: To não to? – Ela disse rindo. –
Mica: Agora eu, minha vez. – Ele empurrou Chay e a levantou junto do abraço –
Lua: Ah, moreno. Que saudades.
Mica: Nem me diga, eu fiquei de luto quando você foi embora.
Lua: É? Pois agora não tem mais motivo pra luto, eu voltei e pra ficar. – Eles se separaram e Lua não deixou de observar cada detalhe do quarto, nunca havia se atrevido a entrar ali. Pelo menos até hoje. –
Arthur: Bem vinda de volta. – Ele disse ainda sentado e a olhando fixamente. –
Lua: Obrigada. – Ela respondeu seca, todos notaram o rancor na sua fala e então Mica decidiu cortar o climão. –
Mica: Você ta linda moça, deve ter arrasado os corações dos gringos.
Lua: Nem tanto, eu cheguei lá gorda lembra? – Ela disse rindo. –
Lua: Porém, deu pra aproveitar bastante. – Ela disse com malicia. –
Chay: Voltou safadinha ein loirinha.
Lua: Só um pouco... A gente vai dá uma festa na minha casa hoje à noite e eu conto com a presença de vocês e dos seus amigos mais gatos é claro.
Mica: Pode deixar.
Lua: Bom, eu to morrendo de fome e a tia Meg ta fazendo os deliciosos lanches dela.
Chay: Opa partiu. – Chay disse e foi saindo do quarto antes mesmo de que fosse dito qualquer palavra, Mica riu e também saiu do quarto. Lua foi saindo, mas parou na porta, virou e ficou encarando Arthur por alguns segundos. –
Lua: Você também está convidado pra festa Aguiar. – Ele arregalou os olhos surpreso e ela saiu sem nem ao menos ouvi o seu agradecimento. Todos estavam sentados lanchando e papeando, afinal de contas Lua tinha muito a contar. –
Lua: Ah, eu quase me esqueci. Trouxe presentes a todos.
Mica: Opa, a única coisa boa de você ter partido.
Lua: Deixa de ser besta.
Chay: É Mica, até porque a melhor coisa foi ela ter voltado gostosa desse jeito.
Meg: Cadê o respeito Chay.
Chay: Foi mal tia. – Ele disse fazendo todos gargalharem. –
Meg: Enfim, não quero que bebam demais nessa festa ok? Principalmente você Thur.
Mel: Não vai ser problema mãe, ele não foi convidado.
Lua: Eu convidei.
Mel: O QUE?
Lua: Mel...
Mel: Nada de “Mel”, pelo amor de Deus Lua, como você tem coragem de convidar esse monstro pra nossa festa?
Meg: Abaixa a bola filha.
Mel: Eu não acredito que você fez isso. – Ela disse se levantando e indo pro quarto. –
Meg: Olha Lua o Thur mudou e...
Lua: Tia, a senhora me desculpa, mas pouco me importa se ele mudou ou não. – Ela disse a Meg, mas olhando pra Arthur. – E se vocês me dão licença eu vou falar com ela. – Ela disse se referindo a Mel e se levantando da mesa, Sophia e Laura a seguiu. –

O recomeço: Cap 02

Narradora Observadora:
Lua chegou a seu apartamento, estava tudo vazio o pouco que tinha eram algumas caixas no cantinho da sala. O apartamento teria sido alugado com isso os antigos moradores haviam deixado um pouco de si ali, as paredes estavam de outra cor, os azulejos também. Lua até se agradou com o novo visual de seu apartamento. Deixou as malas no seu quarto mesmo que ele estivesse sem nada e desceu. Chegou até a portaria e forçou a garganta.
Carlos: Santa Maria de Deus é você mesmo garota? – O velho senhor que era porteiro do prédio de Lua desde que ela se entendia por gente forçou a vista tentando reconhecê-la –
Lua: Sou eu sim Carlito, saudades?
Carlos: Menina, como crescerá. – O senhor se levantou de sua velha cadeira e se aproximou de Lua dando-lhe um abraço forte. –
Lua: Mudei um tanto fisicamente mais continuo a mesma viu Carlito?
Carlos: Acredito. Já fora vê as meninas?
Lua: Ainda não, mais é aí que você entra. Eu queria que você ligasse pra casa de cada uma e pedisse pra elas descerem e irem para o salão de festas, mas, por favor, não diga que sou eu. Faça o maior suspense que conseguir.
Carlos: Entendido. – Ele disse rindo e Lua correu até o pequeno salão de festas, passou 5, 10, 15 minutos e nada do elevador dar sinal de vida. Ela já estava achando que elas não viriam até que alguém chamou o elevador e foi parando primeiro no 10º andar, que era o de Mel, depois no 6º andar que era o de Sophia e por ultimo no 2º andar que era o de Laura. Quando o elevador estava quase chegando ao SF Lua se virou de costas, escutou o cochicho das três, Lua podia sentir a curiosidade exalando entre elas e quase não conseguia conter o riso até que impaciente com esse suspense Mel acabou logo com isso.
Mel: Quem é você? E porque nos chamou aqui? – Lua se virou e as três quase caíram pra trás. –
Lua: Quem sentiu mais minha falta? – Ela perguntou sorrindo enquanto as três ainda estavam paradas, intactas a olhando. -
Soph: PUTA QUE PARIU, VEM CÁ SUA VADIA. – Ela saiu correndo e praticamente voou em cima de Lua, as outras duas também foram atrás de matar a saudade. Choraram tudo que haviam de chorar, riram tudo que tinha que rir e depois sentaram no chão pra colocar todas as novidades em dia.
Laura: Antes de tudo eu quero falar uma coisa. Uma não, na verdade 2.
Lua: Pode falar.
Laura: Primeira coisa: Puta que pariu você ta gostosa pra caralho. – Todas riram, Sophia e Mel concordaram. –
Laura: Segunda coisa: Eu acho que hoje é o melhor dia da minha vida. – Ela disse meio chorosa. –
Lua: Awnn sua linda, vem cá. – Lua puxou Laura pra um abraço bem apertado -
Lua: Ah, eu também preciso falar algo... Eu to sem casa, quer dizer não completamente sem casa. Más minha mãe só vem daqui a três meses e a casa está completamente sem mobília e...
Mel: Não seja por isso, você fica lá em casa. Vai ser ótimo ter você por perto.
Lua: Ok.
Laura: Serio? Você não tem medo?
Lua: Não, eu fui pra Califórnia pra tentar entender o que eu sentia, porque eu tinha medo, porque eu deixava que aquilo acontecesse, eu fui pra entender tudo isso. E eu não vou dizer que descobri as respostas, mas algo mudou dentro de mim sabe? Eu não sou mais aquela menina amedrontada, acho que hoje nada mais me põe medo, principalmente seu irmão Mel, eu não tenho mais medo dele.
Mel: Isso é ótimo.
Soph: Aaah que orgulho.
Laura: Bom, eu fico feliz que você não tenha mais medo daquele mostro.
Lua: Serio que nada naquele ser mudou? Serio que ele continua o mesmo individuo desprezível de antes?
Soph: Mais ou menos.
Mel: Dá pra gente mudar de assunto? – Ela disse desconfortável. –
Lua: Desculpa Mel, mas eu quero saber.
Laura: Quando você foi embora o Arthur entrou em uma espécie de crise, na verdade foi um surto. Ele passou semanas trancado no quarto e quando ele saiu de lá, parecia outra pessoa. Ele estava mil vezes mais agressivo Lu.
Soph: A gente não fala com ele há dois anos.
Lua: Gente, o que ele fez? Falem logo.
Laura: A quase dois anos o Arthur agrediu a Mel.
Lua: O QUE?
Laura: Eles estavam brigando pelo computador mais uma vez e ele perdeu o controle e a estapeou.
Soph: Mais não foi só isso. O Arthur entrou numa fase de sair, ir pra festas e beber até cair e em um desses dias ele chegou bêbado em casa e...
Lua: E???
Mel: Ele bateu na minha mãe. AQUELE MONSTRO BATEU NELA ATÉ ELA PERDER OS SENTIDOS.
Lua: Meu Deus, porque vocês não me contaram isso antes gente?
Mel: Eu não quis, eu sei que se eu contasse iria estragar tudo que você estava construindo lá e não era isso que eu queria.
Lua: Ta, mas vocês disseram que ele melhorou, mais ou menos?
Laura: Depois do que aconteceu a tia Meg decidiu que ele precisava de ajuda e ele ta desde então indo a um psicólogo e mesmo que não mude o que passou ele melhorou muito Lu, ele pediu perdão por tudo que fez, ele realmente se arrependeu, mas...
Lua: Mas não tem como apagar o que ele fez, certo?
Mel: Certíssimo, eu acho que eu nunca vou conseguir perdoá-lo.
Lua: Eu sinto muito.
Mel: Não sinta um dia ele vai pagar por tudo que ele fez.
Lua: Talvez ele já esteja pagando.
Soph: Como assim?
Lua: Sei lá, ele deve ta sendo corroído pela culpa gente.
Laura: Talvez.
Mel: Mais enfim, não quero mais sobre isso. Vamos falar de como a gente vai comemorar a sua chegada.
Lua: Brigadeiro e pipoca servem?
Laura: Serve muito garoto bonito e muita vodka.
Lua: Hmm, festa é? – Ela disse gostando da ideia. –
Soph: Vai dizer que você não frequentava altas festas Lá?
Lua: Frequentava e só saia de lá carregada. – Ela admitiu e todas riram –
Laura: É você realmente não mudou nada.
Mel: Só ficou extremamente gostosa, temos que ter cuidado pra você não pegar todos os gatos da festa.
Lua: Que nada, eu me dou respeito ta?
Soph: Eu sei o que você dá... – Ela disse fazendo todas chorarem de tanto rir, passaram a tarde planejando a festa que seria na casa de Lua. –
Lua: To morrendo de fome.
Soph: Quando que você não ta?
Lua: Olha que não foi tão difícil ficar sem comer não.
Mel: Eu sabia que você iria conseguir. Agora vamos lá pra casa que minha mãe vai pirar quando te vê. 

sábado, 20 de julho de 2013

O recomeço: Cap 01

Pov Lua:
Flashback on:
Enquanto ele me batia eu apenas escutava gritos e mais gritos, vinha de todos os lados. Eu estava lá, estirada no chão sem mover um músculo. Não me pergunte por que eu deixava aquilo acontecer, eu realmente não faço ideia. De repente ele parou, tudo doía, eu sentia dor demais pra me mover ou seque abrir os olhos, as lagrimas caiam sem nenhum esforço e só então eu ouvi a voz de Chay.
Chay: Ei loirinha, você ta bem? Ta me ouvindo? – Não consegui responder a única coisa que prendia a minha atenção eram os gritos de Mel. –
Mel: VOCÊ É UM MONSTRO, EU TE ODEIO, TOMARA QUE VOCÊ QUEIME NO INFERNO.
Lua: Seria bom demais pra ele. – Só aí consegui dizer alguma coisa, na verdade eu nunca o peitava mais alguma coisa me disse que essa era à hora. Ele estava em pé intacto e surpreso. Laura se aproximou de mim e me ajudou a ficar de pé, o gosto de sangue invadiu meu paladar imediatamente. –
Arthur: Espera, eu ouvi direito? Você quer apanhar mais orquinha?
Lua: Vai pro inferno. – Ele se aproximou e antes que a mão dele tocasse meu rosto uma voz familiar o fez parar -
Amanda: Não ouse tocar um dedo na minha filha seu marginal.
Mel: Desculpa tia, eu tentei impedir. Todos tentaram.
Amanda: A culpa não é sua meu anjo, agora venha, me ajude a levá-la pra casa. – Com a ajuda de Mel e de minha mãe eu cheguei em casa, Mel foi embora e eu derramei meu pranto sobre o colo de minha mãe. –
Amanda: Eu sei que dói, meu bem. Mas amanhã, toda a dor vai ter ido embora.
Lua: Eu não aguento mais.
Amanda: Eu sei minha princesa, que tal você ir dormir pra dor ir.
- Apenas sorri, na verdade minha mãe não sabia muito bem o que se passava, eu nunca contava tudo a ela, ela estava meio no escuro em relação a esse assunto. –
Dia seguinte:
Acordei me sentindo um pouco melhor, levantei da cama e fui até a sala aonde mamãe lia calmamente um livro.
Lua: Bom dia.
Amanda: Oh, querida. Já acordou? Sente um pouco, precisamos conversar. – Sentei e por um breve momento olhei ao meu redor e percebi a casa meio vazia, faltava moveis e havia varias caixas empilhadas no chão da sala. –
Lua: O que é isso tudo?
Amanda: Lua, a gente vai se mudar. – Acho que aquele era sem sombra de duvidas o melhor dia da minha vida –
Lua: Serio mãe? Pra onde vamos? Pra perto da praia?
Amanda: De certa forma sim, nós vamos pra Califórnia Lua.
Lua: O QUE? – Não devia ter comemorado cedo demais. –
Amanda: Filha, eu sei que tem as meninas, mas...
Lua: EU NÃO VOU DEIXAR MINHAS AMIGAS!
Amanda: São apenas por alguns anos filha.
Lua: ANOS?
Amanda: As coisas estão complicadas Lua, você sabe, a herança de seu pai não está mais arcando com nossas despesas.
Lua: Mas, mãe...
Amanda: Apenas pense no assunto filha, pense com carinho. – Ela saiu da sala e eu fiquei ali, sentada, chocada. Passei horas pensando, cogitando a ideia de viver em outro país, conviver com pessoas completamente diferentes de mim, mas também pensei no bem que podia me fazer, eu poderia me livrar do Aguiar, poderia me livrar de todos que me fizeram sofrer, as únicas coisas que me prendiam aqui eram duas morenas lindas e uma loirinha insuportável.
Tomei um banho e fui até a casa de Mel, ela já havia me informado que Arthur não saia do quarto desde ontem e que sua mãe estava em casa, às meninas também estavam lá. –
Soph: Fala criatura de Deus. – Ela disse assim que me sentei na cama de Mel. –
Lua: Eu vou me mudar. – Não gostava de enrolar, preferia ir direto ao ponto. –
Mel: Como assim, Lua?
Lua: Eu vou morar na Califórnia com minha mãe.
Meninas: O QUE?
Lua: Gente, antes de vocês começarem com a choradeira entendam o quanto vai ser bom pra mim, eu não aguento mais essa vida, ta difícil, eu preciso recomeçar.
Laura: E nós?
Lua: Vocês podem me visitar e eu volto gente, não é pra sempre. Eu só não aguento mais, por favor, não tornem isso mais difícil do que ta sendo. – Eu disse olhando pra Mel que já estava em prantos. –
Mel: Eu sabia que isso ia acontecer, sabia que um dia eu ia te perder por causa daquele imbecil.
Lua: Olha, eu quero que vocês saibam que eu amo muito vocês e que independente de qualquer coisa, nenhuma distancia é grande o bastante pra me fazer esquecer de vocês e nem me fazer parar de amar vocês.
Soph: Ain amiga, eu vou morrer de saudades. – Ela enfim se pronunciou e me abraçou chorosa, todas vieram me abraçar e nós choramos juntas por longas semanas até a minha partida, de todos os dias da minha vida, aquele sim, foi o mais doloroso. –
Flashback Off :
Todas aquelas cenas passavam na minha mente enquanto eu ainda estava no avião, de volta pra casa. Eu tinha feito grandes amigos na Califórnia mais nenhum era capaz de nem por um segundo me fazer mudar de ideia,  já havia se passado 4 anos e eu estava preparada pra voltar, eu precisava voltar, precisava das minhas amigas de volta, precisava sentir o cheiro do meu Rio de Janeiro, precisava do meu quarto. O tempo passou mais eu continuei próxima das meninas, claro que nada no mundo mais substituir o abraço delas, a presença delas, mas a internet facilitou bastante a nossa vida e por mim elas continuaram no mesmo prédio, na verdade todos continuavam no mesmo prédio, era incrível como certas coisas realmente não mudam, na verdade eu até queria que alguém tivesse se mudado e esse alguém sem duvidas era Arthur Aguiar, qualquer lugar perto do inferno pra mim estava ótimo.

Bom, depois de tanto tempo eu estava de volta, não, ninguém sabia que eu estava voltando, havia conseguido antecipar meu voo três meses mais cedo, vindo assim sozinha, já que minha mãe só seria dispensada do trabalho daqui a 3 meses. Estava louca pra ver a reação das meninas.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Personagens :

Lua :

Mel :

Sophia :

Laura :

Meg :

Amanda :

Arthur :

Chay :

Mica :

Por enquanto, são esses hahaha
                                                       -xoxo Kel

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sinopse :



Lua teve uma infância difícil, por ser uma menina gordinha todos à julgavam. Morava no Rio de Janeiro, em um prédio simples com sua mãe. La foi onde viveu os melhores e os piores momentos de sua vida, os melhores ao lado de suas amigas Sophia, Melanie e Laura. Chay e Micael também entravam na lista dos bons momentos... Bom, já os piores ficava na conta de Arthur Aguiar, irmão de Melanie. Ele era extremamente cruel, um garoto perturbado com tudo e todos, principalmente com Lua, ele a batia e a xingava de todas as maneiras. Chegando aos seus 15 anos Lua já não aguentando os mal tratos de Arthur, com muito pesar deixou as amigas e foi com sua mãe em busca de uma vida nova , mais especificamente foram morar na Califórnia .
Quatro anos se passaram desde sua partida, ela estava de volta . Linda, loira e poderosa . Ah, e magra !

"A vida é como uma professora daquelas bem severas, as vezes ela te aplica as piores lições, só para que você perceba aonde está errando"

Protagonistas : LuAr ( Lua e Arthur )
Gênero: Drama, Romance, Erotismo .
Escritora: Raquel Q.
Abreviação: OR
Status: Em breve ( 20/07-2013 )
                          BASEADO EM FATOS REAIS !