Narradora Observadora:
Arthur tentou desconversar falando da blitz, mas Lua
insistiu no assunto.
Lua: A gente tem todo o tempo do mundo, você vai me
contar por bem ou por mal.
Arthur: Eu já disse, as nossas mães não vão gostar
nadinha.
Lua: A minha mãe tem motivo pra não gostar. A sua não.
Arthur: Não vou cair nessa.
Lua: Cair em que?
Arthur: Você quer me fazer sentir culpado? Não vai funcionar
não dessa vez.
Lua: Você é louco? Eu só to dizendo a verdade, minha mãe
não ficaria nada satisfeita se quando chegasse ao Brasil eu estivesse com o
filho da melhor amiga dela o qual também quase me deixou internada varias
vezes.
Arthur: Ótimo, então o fato da gente não poder ficar
junto é culpa minha? – Ela soltou uma gargalhada. –
Lua: Você é surdo? A gente não vai ficar junto, mas não
é por causa das pessoas que estão envolvidas. A gente não vai ficar junto,
porque não existe um “NÓS”.
Arthur: Ótimo, agora me deixa em paz. – Ele disse se
afastando dela. –
Lua: DA PRÓXIMA VEZ, NÃO MENTE PRA MIM. – Ela gritou
alto o bastante pra o deixar irritado. Ele voltou pra perto dela pisando fundo,
seu rosto denunciava raiva, já o dela indiferença. Lua não era mais aquela
garotinha amedrontada e Arthur iria começar a perceber isso. Os dois estavam
bem perto, um encarando o outro, Arthur tinha os punhos fechados com força e ela
tinha as mãos na cintura dando a ela um ar de superioridade. –
Lua: Ta esperando o que? Pode bater, não vai ser a
primeira vez... E nem a ultima, covarde.
Arthur: Você é ridícula.
Lua: Serio? Nossa, acho que vou até chorar com essa
ofensa.
Arthur: Eu disse ridícula? Eu quis dizer babaca.
Lua: É? E o que mais?
Arthur: Você nem merece o esforço. – Ele virou e foi
pro outro lado do carro, ela riu alto e o olhou, mesmo que ele estivesse de
costas. –
Lua: Até meia hora atrás, eu valia um esforço danado né
Aguiar. – Ele virou e a encarou incrédulo. Ela apenas abriu a porta do carro
pegou a bolsa e saiu andando como se na estivesse acontecendo. –
Arthur: Aonde você via idiota?
Lua: Não te interessa.
Arthur: Você vai ser assaltada.
Lua: Vai ser melhor do que ficar perto de você. Me erra
Arthur. – Ela saiu completamente do campo de visão dele, e a culpa começou a
consumi-lo, sem nem se importar com a blitz ele entrou no carro e foi a
seguindo, ela andava devagar por conta do salto e vê um carro andando bem
devagar acompanhando o andar de uma moça qualquer chamou a atenção dos
policiais, logo mandam Arthur encostar perto de algumas viaturas, Lua parou incrédula.
–
Policial: Documentos, por favor... – Arthur entrou-lhe
os documentos que estavam todos em ordem. –
Policial: Algum motivo especial pra está seguindo
aquela moça?
Arthur: Er... Ela é minha namorada e a gente brigou, ai
ela saiu do carro e está tarde, eu não podia obrigá-la a entrar e nem deixá-la
andando na rua sozinha há essa hora. - O policial apenas fez que sim com a
cabeça e chamou Lua com uma mão, ela que antes estava congelada a alguns
metros, respirou fundo e se aproximou do policial. –
Policial: A senhorita conhece esse rapaz?
Lua: Conheço... Infelizmente.
Policial: Bom, você me acompanha até o bafômetro? – Ele
perguntou a Arthur, que gelou, as pernas tremeram, as mãos começaram a suar, a
garganta secou e apenas um pensamento passava na cabeça dele e que por coincidência
na cabeça de lua também... “Fodeu”
Ele saiu do carro e foi acompanhando o policial até o
local onde estava o bafômetro. Fez o que tinha que ser feito e apenas olhava o
aparelho assustado, depois de alguns apitos o aparelho detectou álcool no
sangue de Arthur, mentalmente Arthur pediu a Deus para que não fosse preso. –
Policial: Então o rapaz andou bebendo? Apreende o carro
dele Marcelo. – Ele disse falando com outro policial. Arthur olhou pra Lua, ela
tinha o olhar preocupado. –
Policial: Vamos dar uma voltinha na delegacia? – Ele encostou
Arthur em uma parede e o revistou, depois o algemou. –
Lua: Precisa mesmo disso?
Policial: Você vem também mocinha.
Lua: Eu??
Policial: Você estava com ele certo?
Lua: É, mas...
Policial: Se eu fosse você ia ligando logo pra mãezinha
dele.
Arthur: É Lua, liga logo.
Lua: Ta... – Ela discou o numero de Meg, chamou, chamou
e ninguém atendeu. –
Lua: Não atende. – O policial o empurrou pra viatura e
os olhos dela encheram de lagrimas. –
Lua: Eu vou. – Ela entrou na viatura no banco de trás. –
Arthur: Continua tentando.
Lua: Desculpa...
Arthur: Depois, só liga.
Lua: Será que é mesmo preciso ele ir aí? – Ela disse
falando com o policial que ainda estava fora do carro. –
Policial: Fica quieta, quem decide sou eu, não é você
não patricinha.
Arthur: Olha como você fala com ela.
Policial: Awn, que meigo. Protegendo a namoradinha. –
Lua chorava forte. –
Arthur: Não precisa chorar Lua, vai ficar tudo bem...
Policial: Eu vou deixar você ficar perto do seu
namoradinho, patricinha agora para de chorar. – Ele tirou Arthur do “porta
malas” e o deixou entrar no banco de trás com Lua, mesmo que ainda estivesse
algemado. Lua o abraçou, encostando o rosto no seu peito e chorando mais forte.
–
Lua: Desculpa, a culpa é minha.
Arthur: Não é não. Vem cá... – Como ele não podia puxá-la,
ela apenas se aproximou do rosto dele e o beijou, as lagrimas dela ainda caiam,
eles partiram o beijo assim que os policiais entraram na viatura. Ela continuou
abraçada nele até chegar à delegacia. -
adorei...posta mais
ResponderExcluirCapítulo perfeito, posta mais!!!
ResponderExcluirputa merda fodeu total
ResponderExcluirAi q meigooooos quero mais !!
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