Narradora Observadora:
A mão dele repousava sobre o rosto dela, as respirações
de ambos denunciavam a tensão por causa daquele possível ato insano. Os olhos
já fechados, os lábios entre abertos se roçando e esperando por um ato de
coragem, Lua colocou as mãos no pescoço dele praticamente pedindo por aquele
beijo.
Laura: LUAAAA VEM LOGOOO! – Lua pulou da cama de
Arthur, mais precisamente falando ela pulou dos braços dele assustada. –
Lua: Ér... Eu... Eu... É melhor a gente ir. – Quase que
Lua não conseguia reproduzir tal frase. Arthur apenas concordou e os dois foram
pra sala. –
Laura: Vocês demoraram.
Arthur: Ela precisou se esforçar pra me convencer a
vim.
Chay: Tão orgulhoso esse menino.
Sophia: Você ta bem Lu?
Lua: Eu? – Ela disse assustada. –
Sophia: É você ta vermelha.
Lua: É o calor, ta muito quente aqui...
Mica: Sempre né? Não vejo à hora do inverno chegar.
Chay: Ok garotas e garotos do tempo. Vamos comer agora?
Laura: E a Mel?
Sophia: Ela não quis. – Ninguém disse nada, apenas
sentaram e almoçaram todos em silêncio. Revezaram-se pra lavar a louça e depois
os quatro foram embora. A mãe de Laura havia lhe chamado então decidiram ir
todos juntos. Lua foi até o quarto de Mel, bateu na porta e disse que queria
tomar banho, a mesma apenas abriu a porta sem dizer nada, Lua pegou tudo que
iria usar e entrou no banheiro de Mel. Arthur também tratou de tomar banho,
mesmo que fosse com água fria, na verdade nesse momento era exatamente o que
ele precisava, de um banho frio pra colocar tudo no lugar. Lua se arrumou já
que pretendia dar uma volta, tomar um ar, entender toda aquela confusão que
tinha dentro dela.
Pegou o secador e foi até o quarto de Arthur, bateu na porta
e ele gritou que ela poderia entrar. –
Lua: Eu queria secar meu cabelo no seu banheiro, posso?
Arthur: Claro... Ér, você vai sair?
Lua: Aham. – Ela disse alto do banheiro já com o
secador ligado, ele foi até a porta e ficou apenas a fitando. –
Lua: Que foi? – Ela disse o olhando pelo espelho. –
Arthur: Nada... Você quer que eu te deixe?
Lua: Não precisa, eu quero
andar um pouco, tomar um ar.
Arthur: Quer companhia? – Ela virou pra o olhar
diretamente em seus olhos, ficaram se olhando por longos minutos até ele dá um
passo em direção a ela e ela voltar a olhar pro espelho e secar seu cabelo. –
Lua: É, pode ser.
Arthur: Ok. – Ele disse saindo do banheiro, ela
terminou de secar o cabelo, guardou o secador na mala e pegou a bolsa. –
Lua: Vamos? – Ela disse na porta do quarto dele. –
Arthur: Vamos ao calçadão?
Lua: É longe.
Arthur: Pra isso serve o meu carro.
Lua: Ah é, esqueci que você é mais velho.
Arthur: Você já pode tirar a carteira de motorista. Se
quiser eu até posso te ensinar.
Lua: É, ia ser uma boa. – Ele sorriu e ela ficou sem
jeito. –
Chegando ao calçadão. Ele estacionou o carro e os dois
desceram.
Lua: Saudade disso. – Ela disse parada, sentindo o
cheirinho do mar. –
Arthur: A praia da Califórnia não matava um pouco sua
saudade?
Lua: Não tem nem comparação, o sol não é forte desse
jeito, a areia é diferente, o mar é diferente, é tudo diferente. Não tem
cheirinho de casa sabe? De lar.
Arthur: É isso é uma das coisas que eu nunca vou
entender.
Lua: É bom conhecer pessoas novas, lugar novo. Mas não
tem nada melhor do que ficar na sua cidade, com as pessoas que você ama em
volta. – Ela disse ainda olhando o mar. –
Arthur: Você quer um sorvete? – Ele disse apontando a
um quiosque que estava bem do seu lado. –
Lua: De morango, por favor. – Ele sorriu e foi até o
quiosque, ela sentou em um banco e ficou observando ele de longe. Era estranho
pra ela, pra ela ele sempre seria frio, inconsequente durão, e triste.
Ultimamente ele estava mudando tudo dentro dela, todas as certezas que ela
tinha sobre ele estavam virando incertezas e isso a deixava muito confusa. –
Arthur: Aqui. – Ele sentou ao seu lado e lhe entregou o
copinho com uma bola de sorvete. Ela o sorriu agradecida e voltou a encarar o
mar. –
Lua: Por quê? Porque isso agora? – Ele se espantou com
a pergunta, mesmo que no fundo ele soubesse que desde que ela havia encarado o
mar só estava procurando palavras certas de tocar no assunto insano. –
Arthur: Eu não sei.
Lua: Você tem que saber algum de nós dois tem que
saber. Você tem noção da confusão que está minha cabeça?
Arthur: Se algum de nós sabe, não sou eu.
Lua: Eu acho... Que deve ter sido... Sei lá o que deve
ter sido, só não pode acontecer de novo, você entende né?
Arthur: Na verdade não.
Lua: É complicado Arthur, tem a Mel e...
Arthur: Ah, a Mel.
Lua: Ela é minha amiga Arthur, mesmo eu não concordando
com o que ela fez ela continua sendo minha amiga e...
Arthur: Lua, ta certo. Eu entendi ok?
Lua: Não precisa ficar bravo, a gente pode ser amigos.
Nós somos amigos, certo?
Arthur: É, ok. Foi um erro mesmo. – Ela sorriu e o
abraçou. –
Lua: Não pense que tem alguma coisa haver com aquilo,
pra mim não existe mais isso ok? Eu só não quero misturar as coisas.
Arthur: Você ta certa Lua, não devemos misturar mesmo.
– Eles se separaram do abraço e levantaram dando mais uma volta pelo calçadão e
conversando normalmente. Não iria ser difícil manter a amizade, tudo aconteceu
muito rápido e deixou de acontecer na hora certa. Pelo menos era isso que eles
achavam.


Posta +++++++++++++++++
ResponderExcluirAmeeii *-*
Nao foi dessa vez o beijo , mas quem sabe no próximo capítulo ou no outro kkkkk posta mais !!!
ResponderExcluirPosta +++++++++++++++
ResponderExcluirTá muito vida, eles tem que ficar juntos logo, mas pelo o que eu to vendo vai demorar... #Choremos :(
ResponderExcluirKel, pelo amor, faz eles se beijar logo... O primeiro beijo é tão vida! Mas quando acabar o beijo num deixa eles dar nenhum chilique. Obrigado. De nada. =)
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