POV.
Arthur:
Acordei com uma dor de cabeça infernal, sentei na cama
e pude ver Lua dormindo serenamente sobre minha cama, como eu pude ser tão imbecil?
Como eu pude um dia machucar um ser tão delicado e lindo como ela? Eu sou mesmo
um idiota. Fiquei a observando por mais alguns estantes, coloquei uma roupa no
objetivo de ir à farmácia, na sala encontrei Mel preparando uma tigela de
cereal com leite apenas de calcinha e sutiã.
Arthur: Bom dia. – Ela apenas me encarou e voltou a
olhar pro cereal. –
Arthur: Eu vou à farmácia, quer alguma coisa de lá?
Mel: Um remédio pra dor de cabeça seria útil.
Arthur: Ok e vê se coloca uma roupa antes dos meninos
acordarem. – Disse autoritário. –
Mel: Você não manda em mim.
Arthur: Infelizmente eu sou mais velho, e você sabe o
que a mamãe diz, quando ela não está quem manda nessa porra sou eu. – Fui
grosso, estava cansando das birras dela, ok eu errei, errei feio, mas a única
coisa que eu poderia fazer era pedir perdão, ela não quis aceitar então vai ter
que conviver com o pior de mim. –
Mel: Vá pro inferno.
Arthur: Eu vou. – Sai e a deixei resmungando com as
paredes, fui à farmácia comprei os remédios e voltei pra casa, a encontrei
sentada na mesa ainda comendo seu cereal, agora devidamente vestida. Joguei o
remédio que ela havia me pedido sobre a mesa e fui até cozinha, tomei o remédio
e peguei um copo de água pra Lua tomar quando acordasse, voltei pro meu quarto
e a encontrei sentada na cama, com as mãos apoiadas na cabeça. -
Arthur: Ressaca?
Lua: Demais.
Arthur: Toma. – Entreguei o remédio e a água e ela me
sorriu agradecida. –
Lua: Que horas são?
Arthur: Quase duas da tarde.
Lua: Caralho, eu preciso almoçar.
Arthur: Precisa?
Lua: O segredo de emagrecer é não pular as refeições,
já não tomei café. – Ela disse de pé. -
Arthur: Você quer emagrecer mais? – Eu disse encarando
seu corpo lindo, acho que lindo demais pra eu conseguir me segurar por três
meses. –
Lua: Não, manter.
Arthur: Eu posso ajudar a preparar algo. – Eu disse
ainda a olhando feito um bobo. –
Lua: Obrigada, mas antes eu acho melhor eu me vesti. –
Ela saiu do quarto indo em direção ao de Mel aonde Sophia ainda dormia. Ela
apareceu na porta alguns minutos depois usando um macacão preto,
justo, curto e com um decote maravilhoso. –
Lua: Vamos?
Arthur: Ér, sim. – Levantei e a gente foi até a cozinha
aonde Mel lavava a tigela do cereal que tinha comido. –
Lua: Bom dia, vadia. – Ela disse a abraçando por trás e
dando-lhe um beijo no rosto, me surpreendia com os carinhos das duas. Na
verdade com o carinho de todos nós. –
Mel: Boa tarde né.
Lua: Verdade.
Arthur: Bom, o que nós vamos fazer?
Lua: Não sei o que você quer almoçar Melzinha?
Mel: O Arthur vai cozinhar? Prefiro nem comer.
Arthur: Vai pro inferno.
Mel: Se tem alguém que vai pro inferno aqui, não sou
eu.
Arthur: Pode até ser que eu vá pro inferno, mas com
certeza você vai junto por ser incrivelmente insuportável.
Mel: Ah serio? Eu acho que meus pecados ficam pequenos
perto de um cara que espancou a própria mãe.
Arthur: Quer saber? Eu cansei. Cansei de aguentar você
pisando em mim, cansei de todos os dias você esfregar na minha cara o meu erro,
cansei das suas birras de menina mimada e imatura, o que eu podia fazer eu fiz,
que era pedir perdão, não quer aceitar FODA-SE eu quero mais é que você vá PRA
PUTA QUE PARIU e me deixe em paz, eu CANSEI DE TE ATURAR. – Sai pisando forte e
bati a porta do meu quarto com toda a minha força. –
Narradora Observadora:
A gritaria dos dois acordou todos, Chay observava tudo
sentado na rede, Laura e Mica em pé próximo ao sofá e Sophia da entrada do
corredor. –
Mel: Engraçado que ele fala como se estivesse coberto
de razão.
Lua: Eu não vou me meter.
Mel: Como assim? Você ta defendendo é isso?
Lua: Eu to na minha.
Mel: Fala, eu quero saber. Você acha que ele ta certo?
Laura: Gente vamos nos acalmar.
Lua: Eu to calma, que me parece nervosa é ela.
Mel: EU TO PERGUNTANDO PORRA, RESPONDE.
Lua: ABAIXA O TOM. – Ela disse indo pra cima dela e
Chay apartou. –
Chay: Calma, já num basta de briga?
Lua: Quer saber? Eu acho sim que ele ta certo.
Laura: Lu...
Lua: Na verdade, eu acho que todo mundo aqui acha que
ele ta certo. Pelo amor de Deus, você não percebe o quanto o TEU IRMÃO ta
sofrendo? Você não percebe que cada patada que você da
nele é como se fosse uma facada no peito? Você não nota o quanto a culpa o
fere?
Mel: É pouco, ele merece mais. Você não viu o que eu
vi, você não estava aqui quando minha mãe passou 2 semanas internada por causa
daquele idiota.
Lua: Ta mais iai? Você acha que por causa disso ele
merece ser crucificado pra sempre? Ele ta pagando pelo erro dele Mel, você acha
que ele não se sentiu mal? Você acha que ele não sofre por uma coisa que ele
fez praticamente INCONCIENTE?
Mel: EU NÃO VOU FICAR AQUI OUVINDO VOCÊ DEFENDER AQUELE
INFELIZ.
Lua: Errado, você não quer ficar aqui pra ouvir a
VERDADE.
Chay: Gente, ta bom, por favor.
Lua: Eu tava quieta.
Mel: VOCÊS SÃO MEUS AMIGOS, DEVIAM ME APOIAR.
Sophia: Não é assim Mel.
Laura: É Mel, amigo é pra essas coisas, quando um erra
o outro tem que dizer onde está errado pra poder concertar. Não é porque a
gente não está passando a mão na sua cabeça que a gente deixou de ser seus
amigos.
Mica: É, Mel. Queira você ou não, dessa vez você errou.
Lua: Só dessa? Quantas vezes você acha que o Arthur se
sentiu assim? Foi só a gota d’água.
Mel: MAIS QUE MERDA, PORQUE VOCÊ TA DEFENDENDO TANTO
ELE CARALHO?
Lua: PORQUE EU SEI, EU ENTENDO A DOR QUE ELE SENTIU.
NÓS ERAMOS DUAS CRIANÇAS QUE NÃO ESTAVAM ENTENDENDO PORRA NENHUMA DO QUE ESTAVA
ACONTECENDO, E ELE TEVE QUE AGUENTAR TUDO SOZINHO, ELE NÃO TINHA NINGUÉM PRA
CHORAR NO COLO, NINGUÉM PRA DIZER QUE IA FICAR TUDO BEM QUANDO AQUELE MALDITO
ACIDENTE ACONTECEU. Você não entende nem uma vírgula da dor dele. – Ela disse
segurando o choro. Era estranho pra ela defender ele daquele jeito, porém ela
nunca seria injusta com ninguém, nem que esse alguém a devesse muito. -
Mel: Ótimo, ele é o mocinho e eu a vilã. – Ela disse
batendo palmas e após dizer a frase saiu pisando forte até o seu quarto. –
Lua: Se ela ta pensando que eu vou pedir desculpas, ela
ta muito enganada.
Laura: Tudo vai se resolver, você vai vê.
Chay: É melhor eu ir falar com ele.
Sophia: Ele deve ta precisando ficar sozinho.
Lua: Vamos fazer logo esse almoço que eu to com fome. –
Eles trataram de fazer o almoço e Lua foi chamá-lo no quarto. –
Lua: O almoço ta pronto. – Ela disse depois de bater e
entrar no quarto. –
Arthur: Perdi a fome.
Lua: Serio? Ah, Arthur eu nem deveria me meter nisso.
Mais depois da briga com a Mel eu já estou mais que metida então eu acho que
você não deve abaixar a cabeça sabe? Uma hora a fixa dela vai cair e ela vai
perceber o quanto te machucou.
Arthur: Porque você me defendeu? – Ele a olhou nos
olhos e os dois ficaram um tempo assim, só se olhando antes dela dizer algo. -
Lua: Eu, eu acho que não sei te responder isso.
Arthur: Por quê? – Ele
disse sentando bem pertinho dela. A fazendo ficar tensa. –
Lua: Por que... Eu... Eu
não consigo explicar algo que nem eu consigo entender. – Ele aproximou o rosto
do dela e pegou em sua mão. –
Arthur: Obrigada mesmo
assim.
Lua: Ér, ér... De nada. –
Ele aproximou o rosto do dela mais ainda, fazendo com que suas bocas ficassem a
milímetros de distancia. –
Arthur: Eu acho que eu vou
te beijar.
Lua: Isso seria insano.
Arthur: Talvez. – Eles continuaram
ali, praticamente colados apenas esperando a coragem de tomar uma atitude
tão... Tão... Insana.

Adorei , Posta mais por favor
ResponderExcluirAaaaaah eu chorei !! Kkk posta mais !! Ta perfeito.
ResponderExcluirPosta +++++++++++++++++
ResponderExcluirAmeeii *-*
Posta ++++++++++++++
ResponderExcluirposta ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++=
ResponderExcluirChorei!!! Menina, que capítulo foi esse? Meu Deus! Tá perfeito, sem mais!
ResponderExcluirOwnt' ti fofo é uma pena que algo vai acontecer sempre assim quando tudo ta bem demais começa a dar tudo errado só pra nós leitoras ficarmos com vontade de bater na escritora u-u
ResponderExcluirPs: Amo-te Raquel